Abordando a fonte humana sem perdê-la
Uma vez, um
alto funcionário público francês se recusou a nos ver por meses, até que fomos
a um escritório onde ele se encontrava semanalmente com os seus representados, e
entramos em nosso lugar na fila de espera. Quando chegou a nossa vez de entrar
no escritório, dissemos: “Somos os últimos da fila, e você ainda tem 20 minutos
disponíveis. Vamos conversar agora”. Ele riu e disse que sim. Se a fonte
estiver disposta a lhe encontrar, vá até a casa dela ou a outro lugar onde ela
se sentir confortável. Se a investigação for relacionada ao trabalho da fonte,
e a organização da fonte estiver sabendo da entrevista, o escritório da fonte é
normalmente o melhor lugar. O escritório lhe
proporcionará
uma boa quantidade de observações sobre a fonte – o que ela lê, quais são os seus
gostos, o que ela responde nos momentos de interrupções, e assim por diante (um
dos momentos reveladores no estudo de Connie Bruck sobre Wall Street, The
Predators’ Ball, acontece quando um financista grita com sua secretária sem
qualquer motivo justificado).
