A tentação do término da história.
A arte narrativa requer um desfecho satisfatório para uma história – mas infelizmente, os jornalistasnão têm o direito de inventar esse desfecho. Ao invés dele, devemos compor uma finalização. A diferença é significativa. Um desfecho resolve todos os mistérios de uma narrativa. Uma finalização simplesmente demarca o ponto a partir do qual a história deixa de prosseguir. Por um lado, você deve ter o cuidado de resistir à tentação de dar à sua história uma resolução final quando ela não tiver uma.
Por outro, você deve sugerir o que tal resolução poderia parecer. Ela não precisa ser longa demais. A brilhante exposição da colônia penal francesa da Guiana por Albert Londres terminou com as palavras:
“Eu terminei. O governo deve começar”.Permita que o(a) leitor(a) saiba se alguém tem uma ideia sobre o que deve ser feito. Você pode expor suas próprias ideias, pois se você realizou a investigação apropriadamente, então agora você é um dos especialistas que existem sobre a questão.
Você pode evocar as pessoas que conseguiram resolver problemas semelhantes e apontar para aquelas que têm a responsabilidade de resolvê-los agora. Um truque que funciona com frequência é permitir que uma fonte, ou alguém que tenha vivenciado a história, fique com a palavra final.
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